Após a Prefeitura de Santos anunciar que o Teatro Coliseu fechará as portas, o secretário municipal de Cultura, Raul Christiano, garante que os outros teatros de Santos não apresentam riscos e, portanto, não serão interditados. “Em breve, vamos anunciar medidas para as futuras reformas desses espaços. E não vamos fechá-los de uma só vez”, diz Christiano.
Sua convicção vem de resultados prévios de relatórios desenvolvidos por uma equipe de arquitetos, engenheiros e representantes de pastas, como a Secretaria de Infraestrutura e Edificações e Desenvolvimento Urbano.
Em março, este grupo vistoriou os teatros da Cidade – todos sem AVCB. Desde janeiro, essa equipe fiscaliza os 300 equipamentos públicos municipais.
As avaliações finais da Prefeitura e do IPT serão divulgadas na próxima semana. O Corpo de Bombeiros também visitará os teatros para verificar as intervenções necessárias.
Confira a situação nos demais teatros da Cidade:
– Centro Cultural Patrícia Galvão
Segundo o secretário municipal de Cultura, a Prefeitura já vinha realizando benfeitorias nos teatros. “Nós já estamos limpando os prédios desde que assumi a pasta (em janeiro). No Centro Cultural Patrícia Galvão (na Vila Mathias), a grama em volta estava alta. Também tiramos uma estação obsoleta de refrigeração que estava no meio do estacionamento”, destacou Raul Christiano, em tom comedido, sobre o estado do Teatro Municipal Braz Cubas, que abriga o Centro Cultural Patrícia Galvão.
A fachada da edificação, inaugurada em 1979 como marco de Arte Modernista, é um gradil (para cortar a luz solar e climatizar o prédio). No entanto, devido à constante infiltração, teve sua base de ferro expandida e, assim, o revestimento de concreto ficou repleto de trincas. A esplanada que cobre os outros espaços do Centro também se degrada, apesar de ter sido impermeabilizada em 2011. Pelas infiltrações causadas pela chuva, do concreto brotam goteiras. Em todos os cantos, é possível encontrar estruturas improvisadas de madeira, montadas nas bienais de artes plásticas, mas que se tornaram depósitos de lixo ou de aparelhos eletrônicos quebrados. Aliás, no foyer, as paredes de madeira erguidas para a galeria de arte já são alvo de cupins, e o piso mais próximo das janelas está se fragilizando com a umidade das chuvas. Pelo menos os seus 60 extintores estão dentro da validade.
– Teatro Brás Cubas
Mesmo fechado para reformas custeada pelo Governo Estadual em R$1,2 milhão entre os anos de 2009 e 2010, o teatro necessita de correções. “As pessoas podem tropeçar, já que as luzes das escadarias estão descoladas”, afirma o secretário municipal de Cultura. Também precisa-se de uma trilha adequada para as cortinas da entrada do espaço, placas para saída de emergência e reforço no tapeamento das paredes laterais do palco. “Os camarins estão em mau-estado, com problemas no banheiro e fiação à mostra”.
– Teatro Guarany
A sede da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo, situado na Praça dos Andradas (Centro Histórico) é o que precisa de menores intervenções: novas batentes de portas para inverter a saída, aumento do parapeito dos camarotes melhorias na acústica. E já que as janelas das salas de aula, na lateral do edifício, se voltam para o teatro, ainda é impossível manter simultaneamente o curso e o uso do palco. “Também estamos correndo para (fazer) uma licitação para substituir as varas cênicas (do cenário do palco)”, disse Christiano.
Em 2011, uma emenda parlamentar do Governo Estadual destinou uma verba de cerca de R$ 170 mil para a compra das varas. O Guarany foi reaberto pela Prefeitura em 2007, após um incêndio que o desfez na década de 80. O seu projeto de restauro durou dois anos e foi orçado em R$ 7 milhões, financiado por nove empresas através da Lei Rouanet. Fecham-se as cortinas além da ribalta Após ser reinaugurado em janeiro de 2006, o centenário Coliseu permanecerá fechado por um ano. O motivo é a falta de segurança.
– Rosinha Mastrângelo
Criado em 1992, o único Teatro de Arena de Santos permanece interditado desde 2009. “O espaço está insalubre”, definiu Christiano. O lugar está desfigurado sem o tablado do palco. Abaixo dele, as fossas acumulam infiltrações das chuvas. “Lá havia muitos focos de dengue. Toda semana, agentes da Secretaria de Saúde vêm tratar o espaço”.
Para conter as infiltrações, a antiga gestão depositou quilos de cascalhos abaixo do tablado. Agora, estão amontoados nas arquibancadas laterais, que já estão bastante enferrujadas. O cheiro da umidade se mistura com o das folhas secas, que caem pelas janelas dos dois camarins, sendo um deles já sem iluminação. A situação não é tão pior quanto a dos banheiros interditados, próximos ao Teatro Rosinha Mastrângelo.
– Museu da Imagem e do Som
Logo na sala de entrada do acervo de mais de 25 mil arquivos de áudio e vídeo, há uma estante há anos envolvida por cupins. No estúdio de gravação, onde a Secretaria de Cultura planeja futuramente destinar para bandas de garagem, os cupins também mapearam boa parte das paredes de madeira.
Em desuso, o lugar acumula aparelhos antigos, sem a destinação adequada. Por sua vez, é necessária uma revitalização na sala de cinema, tanto por equipamentos digitais para exibição e troca de poltronas, quanto pela fiação elétrica exposta e problemas de infiltração. “Para se ter uma ideia, atrás do Museu há uma calha completada por garrafa pet”, comentou Christiano. O local se tornou sede das reuniões do Conselho de Cultura na cidade de Santos.
O MISS foi inaugurado em 1996 e é o único espaço que já confirmou parcerias com a iniciativa privada, como a Fundação Victório Lanza, que doou computadores para catalogação digital do acervo, e busca mais recursos com organizações para reformar suas instalações.
– Teatro Guarany
A sede da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo, situado na Praça dos Andradas (Centro Histórico) é o que precisa de menores intervenções: novas batentes de portas para inverter a saída, aumento do parapeito dos camarotes e melhorias na acústica.
E já que as janelas das salas de aula, na lateral do edifício, se voltam para o teatro, ainda é impossível manter simultaneamente o curso e o uso do palco. “Também estamos correndo para (fazer) uma licitação para substituir as varas cênicas (do cenário do palco)”, disse Christiano.
Em 2011, uma emenda parlamentar do Governo Estadual destinou uma verba de cerca de R$ 170 mil para a compra das varas. O Guarany foi reaberto pela Prefeitura em 2007, após um incêndio que o desfez na década de 80. O seu projeto de restauro durou dois anos e foi forçado em R$ 7 milhões, financiado por nove empresas através da Lei Rouanet.
Fonte: A Tribuna

