Os passageiros dos ônibus urbanos da cidade do Guarujá e Bertioga, além dos usuários dos micro-ônibus de Santos, poderão ficar sem transporte coletivo a partir de quinta-feira. Na semana passada, os 1.140 trabalhadores do setor decretaram ‘estado de greve’, em três assembleias, caso o grupo Sobral, proprietário das viações Bertioga, Translitoral e Guaiúba, não resolva problemas de atraso de pagamentos.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários da região, Valdir de Souza Pestana, os trabalhadores correm risco de ficar sem atendimento médico, hospitalar e ambulatorial. O serviço poderá ser cortado por falta de pagamento. Pelo menos quatro mensalidades encontram-se em atraso, de acordo com o sindicalista.
Se a paralisação realmente acontecer, cerca de 150 mil usuários do transporte coletivo poderão ser afetados. Ainda conforme o sindicato, as assembleias da semana passada autorizaram o departamento jurídico da entidade a entrar com dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP).
A paralisação, segundo Pestana, apressará o julgamento do dissídio na Justiça do Trabalho. A ação se dará por contra de desrespeito ao acordo coletivo de trabalho.
As assembleias estão convocadas para esta quarta-feira, nos termos da lei de greve (7783-1989). A primeira será para os 240 empregados da Viação Bertioga, que tem 90 ônibus e transporta 20 mil passageiros por dia. Será às 15 horas, na Rua Ivo Henrique, 50.
O segundo encontro, às 17 horas, será para os 800 funcionários da Translitoral, que tem 170 ônibus e transporte 100 mil passageiros diariamente, será na Avenida Santos Dumont, 4141, Jardim Conceição, Guarujá.
A terceira assembleia será às 19 horas, na sede do sindicato, em Santos, Avenida Conselheiro Nébias, 262, para os 100 empregados da Guaiúba Transportes, que opera 51 micro-ônibus na cidade e transporta 8 mil passageiros por dia.
Resposta
Em nota, a Translitoral, Viação Bertioga e Guaiúba Transportes (responsável pelo serviço de transporte seletivo em Santos) informam que não há nenhum débito referente ao pagamento do vale-refeição e cesta básica para com os funcionários das empresas da cidade de Santos.
Além disso, as empresas declaram que o sindicato pleiteia alteração nas datas em que são efetuados os pagamentos do vale-refeição e cesta básica.
A Viação Bertioga e Guaiúba Transportes esclarecem também que não há débito de pagamento do plano de saúde para com o sindicato da categoria. Sobre este assunto, a Translitoral está em negociação direta com o sindicato.
Fonte: A Tribuna

