Santos decide em audiência problemas da saúde na cidade

Uma audiência pública que aconteceu em Santos, no litoral do estado de São Paulo, foi realizada para decidir o que fazer com os problemas da saúde na cidade. O vereador do PT Evaldo Stanislau fez denúncias sobre problemas em três unidades de saúde da cidade, na Zona Noroeste, Centro e Zona Leste. A demora no atendimento é um dos principais motivos de reclamação dos pacientes.

O auxiliar de enfermagem José Carvalho Rocha está prestes a se aposentar e foi o único entre os funcionários que falou sobre os problemas. “Às vezes nem sabão tem, um álcool gel para a gente passar nas mãos. Não tem colchonete para colocar numa maca, porque já não tem maca mesmo”, conta. Há 44 anos na profissão, José reclama das condições de atendimento e de trabalho. “É muito triste chegar um paciente precisando de uma maca, precisando de cadeira e não ter. Hoje em dia eu tenho vergonha de dizer que eu trabalho na área da saúde”, diz José.

Entre as denúncias há problemas com salas sem ventilação, extintor de incêndio descarregado e rede de esgoto embaixo de maca onde se fazem os curativos. “Eu requeri que a Vigilância Sanitária do Município me forneça os quatro últimos laudos de vistoria dessas unidades. Eu quero ver o que foi constatados nestas unidades, quais as providencias que foram tomadas até então e se esses documentos não existirem, é assunto grave”, conta o vereador.



Marcos Sérgio Neves Duarte, que é chefe do departamento hospitalar de Santos falou sobre os problemas enfrentados. “A Secretaria Municipal de Saúde considera a área de pronto-socorro e hospitais municipais como um dos pilares da administração. Já nos primeiros 15 dias do governo foi feito um grupo técnico e de análise e diagnóstico baseado em relatórios de vistoria da própria vigilânci,a e de órgãos como o CRM e o Corem. Baseado nisso já se traçou algumas estratégias”, explica.

Uma das medidas, segundo Sérgio, são aquisição de novos móveis e processos de trabalho, como forma de aproximação entre os funcionários. “Os problemas são complexos, de qualquer forma, algumas aquisições como aplicação de protocolos, classificação de riscos, treinamento de pessoal, capacitação para atuação em área de emergência, existem algumas medidas que são do conhecimento de todos conforme a implantação”, diz.

Fonte: G1