Equipes recomeçaram por volta das 7 horas desta quinta-feira a operação para resgatar Jucelino Mendonça de Souza, de 45 anos, e Walter Santana Holtz, de 49 anos, debaixo dos escombros formados na pedreira da empresa Max Brita, localizada em Monte Cabrão, na Área Continental de Santos.
Duas equipes do Corpo de Bombeiros estão no local. Por volta das 10 horas, foi implodido um grande bloco rochoso (pesando entre 300 e 400 toneladas) no topo do morro, onde ocorreu o deslizamento. Esse maciço atrapalhava os trabalhos e ameaçava cair a qualquer momento.
A existência de um provável bolsão de ar é a esperança das equipes para encontrar os trabalhadores com vida. Eles estão soterrados desde as 6 horas de terça-feira, quando um bloco de grandes proporções desmoronou, provocando um deslizamento de terra.
Cálculos apontam em até 50 mil toneladas o material (entre rochas e terra) sobre a dupla de funcionários da pedreira. A retirada dos blocos rochosos e da terra só começou por volta das 16h30 de ontem, após reunião com membros do Instituto de Geologia, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Defesa Civil de Santos, Defesa Civil do Estado, Corpo de Bombeiros, Cetesb e Polícia Militar. E foi encerrada às 18 horas, quando começou a escurecer.
Os trabalhos de remoção do material são feitos por bombeiros, usando uma pá carregadeira, uma escavadeira hidráulica sob esteira e uma escavadeira com adaptador de rompedor de rochas.
Cães farejadores buscam, em uma área de aproximadamente 150 metros quadrados, o ponto exato onde estão as duas vítimas.
Parentes recebem apoio de psicólogos
Quando houve o escorregamento de terra e maciço rochoso, outros dois funcionários da pedreira conseguiram escapar: Wilton Paulo da Silva Araújo e Clayton Revertil dos Santos. A possibilidade da formação de um bolsão de ar foi citada pelocomandante da Polícia Militar na Baixada Santista e Vale do Ribeira, coronel Sérgio Del Bel. Já a chuva tem um ponto positivo e outro negativo, na ação de resgate. A forte chuva que caiu na tarde de terça-feira tornou mais difícil a ação dos cães farejadores em busca dos sobreviventes.
Porta-voz da Max Brita, Ruth Gusmão assegurou que os parentes dos sobreviventes estão recebendo apoio de equipes de assistência social. Mesmo trabalho está sendo feito com os dois operários que escaparam do acidente, ainda muito abalados com o episódio.
Sem prazo
Técnicos, bombeiros e representantes da empresa não citaram qualquer prazo de quando a ação de resgate dos sobreviventes deve terminar. Entre as dificuldades, as equipes tiveram a seu favor o erro da previsão do tempo, que apontava um temporal para ontem à tarde. O tempo seco, diminuindo as chances de novos deslizamentos, possibilitou o início do resgate.
Fonte: A Tribuna

