O advogado criminalista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Santos Victor Nagib Aguiar, também coordenador da Câmara de Direitos e Prerrogativas na Justiça Criminal de Santos e da Baixada Santista, diz que o principal problema na região sobre a questão do álcool e direção é a falta de fiscalização, fazendo com que a sensação de impunidade não mude a maneira de agir das pessoas.
“Houve casos esparsos na Operação Verão. No entanto, o cidadão não mudou de atitude e está tudo da mesma forma, como antes da Lei Seca”, afirma. Victor Nagib também analisa como insuficiente a quantidade de etilômetros (bafômetros) na Baixada Santista, deixando a fiscalização ainda menos eficiente. “Atualmente, a PM tem feito alguns comandos, porém é realizada uma análise a olho nu.”
Para o advogado, o Estado não deveria impor mais rigor na lei se não consegue fiscalizá-la. “A nossa briga é que o Estado exige uma conduta do cidadão, mas não dá meios de verifica-la. A legislação já é radical, diferentemente do que acontece em outros países do mundo. Não há rigor na fiscalização, mas em contrapartida será criada uma lei ainda mais rigorosa.”
Sobre o panorama do álcool na cidade de Santos, o advogado criminalista alerta que tem sido cada vez mais frequente o número de jovens que se envolvem em acidentes banais, situações em que o condutor perde o controle e bate em postes ou em outro veículo parado, após ter ingerido grande quantidade de álcool.
Fonte: Metro Santos
