Um mês depois de ser agredida brutalmente na porta da Escola Estadual Barnabé, em guia de Santos, a aluna L., de 12 anos, voltou a ser vítima de bullying.
Segundo o pai da garota, Luciano Zollino, desta vez o ataque foi verbal e nem por isso menos cruel. L. teria ouvido várias vezes de outras alunas várias a seguinte frase: ‘A bruxa morreu, já foi tarde’.
As palavras, ditas em tom de gozação, faziam referência à mãe da menina, Zulma Pinho Zollino, que morreu de enfarto no dia 17 de junho.
Na versão do pai, a provocação aconteceu no dia 20 de junho. Trinta dias antes, L. recebeu chutes na cabeça numa briga que a deixou inconsciente e hospitalizada. A violência foi no dia 20 de maio, na porta da escola. Na ocasião, um policial que passava no local interveio e evitou que o pior acontecesse.
Luciano afirma que nestes 30 dias nada de prático foi feito para proteger L. do bullying na escola. “A direção não transferiu as agressoras da escola e também não fez nada para isso parar de acontecer. Agora, depois desse novo ataque à minha filha, disseram que vão transferí-la de classe. Isso não adianta”.
Diante da solução apresentada pelo colégio, Luciano resolveu pedir a transferência de L. para outra unidade. “Acho que só assim ela vai parar de sofrer”.
O problema é que nem essa solicitação foi aceita. Nesta segunda-feira, ele foi até a unidade conversar com a direção sobre o assunto e saiu aborrecido. “Eles disseram que não podem fazer nada. Eu é quem tenho que correr atrás de vaga em outro lugar para pedir a transferência. Esta semana vou até a Diretoria Regional de Ensino para tentar resolver isso”.


