Cerca de 100 pessoas participaram na tarde de domingo (30) da “Marcha das vadias”, realizada em Santos, no litoral do estado de São Paulo. O manifesto feminista atraiu homens e mulheres da região com cartazes, apitos e pedidos de igualdade sexual.
O movimento, que começou com uma concentração na Praça Independência, no Gonzaga e seguiu em passeata até a praia do José Menino, foi organizado por meio das redes sociais, por mulheres que apoiam a iniciativa. A marcha das vadias acontece em outros países do mundo e, já foi realizado em outras cidades do Brasil. Para elas, o objetivo principal é mostrar à sociedade que a mulher pode ser livre com o próprio corpo e os próprios ideais.
Uma das questões levantadas no manifesto foi o estupro de uma menor de idade, que aconteceu recentemente em uma casa noturna de Santos. “A culpa do estupro não é da mulher, é do estuprador. Em alguns casos a pessoas dizem que porque ela estava de saia curta, estava de shorts curto, roupa transparente. Não é assim, a culpa é de quem praticou a violência, não da mulher”, afirma a comerciante Juliana Santos Vasconcelos.
Para uma das organizadoras da marcha, a estudante Lohayne Oliveira Carvalho, a marcha é um movimento simbólico para conscientizar as pessoas sobre a questão. “A sociedade tem que mudar o pensamento nesse ponto. O medo é uma coisa que atrapalha muito, nossa proposta é mostrar que tem alguém por elas. Para lembrá-las que a violência não é sua culpa. Sempre conhecemos alguém que sofreu a violência sexual, moral, ou verbal”, diz Lohayne.
A diretora de escola, Bruna Xavier, também ajudou na organização e confecção de cartazes e faixas. ”A pessoa tem quer ser respeitada, independente do sexo. Não é legal passar na rua, ser abordada e receber elogio de alguém que você não conhece, ficamos até sem reação”, afirma Bruna.
Fonte: G1

