Dezenas de pessoas realizaram, ontem (1º), um protesto em frente ao bar do Torto, no canal 4, em Santos, no litoral do estado de São Paulo. O local, que funciona há 30 anos, está fechado por falta de um auto de vistoria do Corpo de Bombeiros.
A secretária Rosana Pires foi a primeira garçonete do Torto. Ela conta que foi chamada para trabalhar no local por um acaso. “No dia da inauguração uma das meninas da equipe, que já era contratada, deu para trás. Eu vi o desespero deles e falei que ficava”, afirma. O músico João Maria também fez história no bar. “O Torto é o único bar de Santos, há muito tempo, que o artista pode se arriscar”, afirma o músico.
Assim como eles, o pedido de muitos no protesto é o mesmo: uma solução para o Torto continuar animando as noites santistas depois de quase 30 anos de tradição. “É o prazer de tocar no Torto. A graça de ter o público. O Torto tem história e toda essa situação desagrada muito”, afirma o músico Felipe Paradela.
Para protestar, um grupo de pessoas foi até a porta do Torto na tarde desta quarta-feira. Segundo o dono do Torto, Michel Pereira, o bar fechou em abril porque o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros venceu. “Tem uma série de reivindicações. Uma delas e a principal é pela manutenção do emprego dos músicos, dos DJs, artistas, garçons, porteiros, seguranças na cidade de Santos e a todos que trabalham na noite”, explica o proprietário.
Fonte: G1
