Alunos de Santos participam de encontro da UNESCO em Portugal

Alunos e professores da escola Afonso Pena, em Santos, no litoral do Estado de São Paulo, participaram, pela segunda vez, do encontro “Jovem Cientista” da UNESCO, em Portugal. Esse ano eles foram ensinar a arte do reaproveitamento de água para alunos e professores de Espanha, Alemanha, Portugal, Estados Unidos e Cuba.

O estudante Felipe Marttinni, explicou como funciona o processo de reaproveitamento da água. “A água da chuva cai. Depois ela vai para um reservatório onde é bombeada e filtrada. Após isso já vai para outra caixa d’água, já a água limpa na cidade de Santos, e dessa caixa d’água ela alimenta todas as redes que você pode utilizar, como vaso sanitário, torneira, pia”, ensina.

De 800 escolas associadas à UNESCO em todo mundo, apenas 20 foram selecionadas para participarem do encontro. Duas dessas escolas são brasileiras. Uma é a Martin Afonso, que representou a Baixada Santista, e a outra é da cidade de São Paulo.

Andressa Balcacer, professora, fez questão de elogiar a dedicação e o trabalho dos alunos no projeto. “Para esse projeto a gente depende da vontade da natureza, então a gente vai de acordo com a tábua da maré. Com isso, se no dia que a maré está para medição, e está chovendo, ou tá um calor de 40º, não importa, eles estão lá praia comigo entrando no mar fazendo coleta e medindo. Depois eles ficaram aqui fazendo uma maratona enorme no laboratório de biologia para analisar todas as amostras, para chegar lá com tudo pronto”, explica a educadora.



No encontro, ainda foi colocado o sentimento de orgulho por poder representar a cidade e o país, mostrando um pouco da nossa cultura para o resto do mundo, como conta a professora Angélica Arcanjo Vieira. “Me sinto muito feliz em ter representado a cidade de Santos e de ter representando o meu país. Levamos um pouco da nossa cultura e fizemos bonito. O nosso trabalho foi aplaudido porque é um projeto que não é caro, não é de difícil acesso, então acabou sendo recompensador demais”, comemora.

Além da experiência de representar o país em uma convenção internacional, o encontro também influência os alunos nas escolhas profissionais. Pelo menos essa é a opinião do estudante Guilherme Apolinário. “Influenciou completamente. Eu faço comercio exterior e o fato de eu estar em outro país, conhecendo pessoas, tendo esse intercâmbio cultural, foi crucial para a minha decisão” conta.

Outra peculiaridade do encontro foi a diferença cultural que existe no Brasil com outras partes do mundo na preocupação com o racionamento da água. “Lá nós tivemos a impressão que tudo é bem controlado. Quando o dispositivo não é com sensor de movimento, você tem que apertar e ele tem uma certa duração de tempo. Não é tão disponibilizado quanto aqui”, explica a estudante Neysa Seixas.

Neysa ainda participou de uma noite cultural, onde demonstrou a cultura e a arte brasileira por meio do samba. “Teve uma noite cultural que cada país apresenta uma parte da cultura e eu acabei sambando”. A estudante disse ainda que os estrangeiros aprenderam a sambar com ela. “De certa forma sim (aprenderam a sambar). Não é como o pessoal daqui, que já convive com isso. Eles se divertiram bastante”, finaliza.

Fonte: A Tribuna