Trabalhadores desocupam navio chinês no porto de Santos

Os trabalhadores do Porto de Santos que ocupavam o navio ‘Zhen Hua 10’, desde a madrugada da última segunda-feira (18), terminaram a greve de fome na tarde desta terça-feira (19). Os portuários ficaram mais de 24 horas sem comer em protesto ao uso exclusivo da mão de obra chinesa, que veio a bordo da embarcação.

Cerca de 60 trabalhadores participaram do ato. Os portuários decidiram encerrar a ocupação depois de um acordo com a Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport), responsável pelo navio no Porto. O encontro que definiu o fim do protesto  aconteceu entre a diretoria dos Servidores Portuários, sindicalistas e representantes da Embraport na tarde desta terça-feira.

Os trabalhadores estavam no navio que está atracado na margem esquerda do porto. Durante a ocupação, o Sindicato dos Estivadores tentou levar água e comida para os portuários que ocupavam o navio, mas foi impedido por uma lancha da Capitania dos Portos. Ainda segundo o sindicato, a Embraport  e uma equipe da Cruz Vermelha Brasileira em Santos também tentou ajudar os portuários durante a ocupação.

Caso



Um grupo formado por cerca de 50 portuários ocupou, nesta segunda-feira, um navio que trouxe equipamentos de Xangai, na China, para o Porto de Santos. Os trabalhadores protestam contra o uso exclusivo da mão de obra chinesa, que veio a bordo da embarcação, na remoção dos equipamentos, o que segundo eles contraria o acordo entre os trabalhadores e o porto.

A Embraport, empresa que importou os equipamentos da China, esclarece que os 100 trabalhadores chineses, que vieram junto com o navio, são técnicos autorizados da empresa fabricante dos equipamentos. Eles vão trabalhar apenas na montagem na cidade de Santos desses equipamentos, que são guindastes específicos para a movimentação dos contêineres.

Os portêineres movimentam os contêineres e retiram ou colocam a carga do navio para o pátio. Já os transtêineres movimentam os contêineres dentro dos terminais. Este é um procedimento comum, ou seja, a montagem desses equipamentos é feita pela empresa fabricante desses equipamentos, que são guindastes específicos. A Embraport também diz que cumpre rigorosamente a legislação vigente. Mas há um impasse, porque os trabalhadores não concordam com isso.

Fonte: G1