Mesmo com uma trégua durante a manhã desta terça-feira, a chuva voltou forte durante a tarde na região. De acordo com a Defesa Civil da cidade Santos, nenhuma nova ocorrência foi registrada até o momento.
De acordo com informações do chefe da Defesa Civil, Emerson Marçal, o índice pluviométrico em Santos já atingiu 198 milímetros. O esperado para todo o mês de janeiro é de 300 mm. “A previsão é que a chuva continue ainda nesta terça e na quarta-feira, mas a tendência é que diminua a intensidade”, disse.
Nesta segunda-feira, 26 famílias foram removidas de suas casas dos morros São Bento, Fontana, Caneleira, Nova Cintra, Santa Maria e Vila Progresso, e também do Monte Cabrão, na Área Continental. Entretanto, essas famílias ainda não têm uma previsão para retornar às casas.
Equipes da Defesa Civil realizaram vistoria nesta terça-feira. De acordo com o engenheiro Luis Marcos Albino, as famílias só vão retornar às casas depois de um estudo detalhado. “As casas permanecem interditadas em função do alto índice pluviométrico acumulado dos últimos dias. O solo continua muito encharcado”.
Ainda segundo o engenheiro, a partir de uma variação mais apurada e com o solo mais seco poderá ser definida quais situações serão contornadas e resolvidas. Com isso, o Estado de Atenção no morros de Santos permanece.
O deslizamento no morro da Caneleira foi a última ocorrência mais grave registrada pela Defesa Civil. Na madrugada da segunda-feira, a terra desceu e arrastou parte de uma casa.
Cratera na Vila Mathias
A chuva que caiu na Baixada Santista abriu uma cratera na Vila Mathias, em Santos, na madrugada de domingo, no cruzamento das ruas Antônio de Moraes e Antônio Bento. O asfalto foi levado pela enxurrada.
O local ainda merece bastante atenção da Defesa Civil e da Secretaria de Obras de Santos. Uma parte da área está interditada por segurança e o tráfego é monitorado por agentes da Companhia de Engenharia e Tráfego.
”Será necessário fazer uma intervenção no local para dar continuidade a obra”, alertou Luis Carlos Albino. Agora há necessidade de aguardar uma melhora do tempo para que a empresa responsável possa fazer a intervenção e recompor a segurança do local.
Fonte: A Tribuna

