Uma equipe de oceanógrafos da Universidade de São Paulo está estudando um fenômeno que os moradores de Santos, no litoral do estado de São Paulo, conhecem bem. A diminuição da faixa de areia na Ponta da Praia.
O sumiço da areia na Ponta da Praia não é novidade. Mas esse processo se acelerou nos últimos três meses. Quando a maré está alta, a situação se agrava.Segundo o professor de stand up, Cássio Gimenez, o pessoal da escolinha de stand up e caiaque mal consegue ver a rampa de acesso.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Santos, Flavio Rodrigues Correa, a Prefeitura Municipal de Santos já teve que agir para evitar problemas.O poste era lá no final, e ele foi retirado porque ficou com a fundação pra fora. e, estava inseguro. Então foi retirado, o último poste foi desligado, porque da mesma forma, a fiação começou a ficar exposta e perigosa”, diz Flavio.
Outra medida foi tirar areia de outras praias e colocar na Ponta da Praia. “Nós retiramos a areia que sobra das bocas do canal 2, 1, naquele região onde há deposição de areia. Tiramos a areia de lá e trazemos para esse lugar pra que o processo aconteça de forma menos acelerada. Resolve, não, diminuiu a aceleração da retirada de areia, a gente retarda o processo de erosão”, explica o secretário de Meio Ambiente.
A prefeitura de Santos encomendou um estudo e, o instituto oceanográfico da Universidade de São Paulo está tentando desvendar esse mistério. Os técnicos usam dois equipamentos para medir a profundidade do mar e investigar as correntes marítimas. Na praia, outro aparelho calcula a variação do volume de areia.
Por enquanto há somente hipóteses para explicar essa erosão. “Uma possível ação da dragagem do porto, frentes frias ou uma ação longe dessa área que reflete nessa região”, explica o oceanógrafo da USP, Rodolfo Jassão Soares Dias.
A oceanógrafa Diana Italiani ficou tão impressionada com o fenômeno, que o sumiço da areia na ponta da praia é a tese de mestrado dela.”Não adianta colocar areia, será que tem colocar outra areia? Pode ser uma característica natural da baía de santos, a praia é dinâmica”, diz Diana.
Ainda não há um prazo para que o estudo dos pesquisadores da USP fique pronto.
Fonte: G1

