A premiação do ‘Curta Escola’ aconteceu na quarta-feira (19) em Santos, no litoral do estado de São Paulo, dentro da programação do Curta Santos – Festival de Cinema de Santos. Os filmes que competiram foram feitos por alunos de escolas particulares e públicas da região, que foram atores, diretores e roteiristas dos filmes exibidos.
O produtor do Curta Santos Fernando Araujo diz que a ideia desta nova categoria surgiu no final de julho deste ano. “Eu fui visitar as escolas municipais e algumas escolas particulares para que os alunos se interessassem no audiovisual. A gente recebeu um número legal de inscrições”, conta o produtor.
Um dos curtas premiados foi “Em carne viva” dos alunos da escola particular Jean Piaget. A obra contou a história de um jovem que se vicia em drogas e tem um fim trágico. “O trabalho foi grande e a gente se empenhou muito nisso. A gente fez com perseverança. Foi ótimo”, diz a diretora do curta Laura Isern, de 15 anos.
O curta “Lembranças de um Escrito”, da escola municipal Lurdes Ortiz, ganhou o troféu de melhor filme da categoria ‘Curta Escola’. A professora Adriana Yumi diz que os alunos tiveram aulas com o projeto Querô. “Ficaram super animados, com produção, cinema. E quando eu fiquei sabendo do projeto ‘Curta Escola’ eu falei, vamos investir!”, conta a professora. Ela diz que foi apenas um dia de gravação, a criatividade e organização ficou totalmente por conta dos alunos. Eloisa da Silva, de 13 anos, escreveu a história que deu origem ao curta vencedor. “Não tem como explicar essa emoção, representar a minha escola. Eu escrevi a história expliquei para eles como tinha que fazer e eles acompanharam”, diz.
A coordenadora de comunicação da TV Tribuna, Renata Lins, fala que foi difícil escolher o filme vencedor. “Cada um tinha uma ideia do que eles queriam passar”, diz. Temas como a amizade, o amor, o cuidado com o próximo. Ela conta que foi feita uma análise roteiro, fotografia, entre outras características dos curtas. A psicopedagoga e jurada Eliane Sauda diz eles usaram a experiência deles nos filmes. “A visão deles do modo onde eles vivem. Tiveram filmes com temas parecidos e visões muito diferentes. Isso foi muito legal”, conta.
Fonte: G1
