Santos Futebol Clube

santos futebol clubeO Santos Futebol Clube é um clube de futebol brasileiro, fundado em 1912, com sede em Santos.

Eleito pela FIFA como o melhor clube das Américas do século XX, é o único clube brasileiro a conquistar, num mesmo ano (1962), um título estadual, um nacional, um continental e uma Taça Intercontinental.

O clube é conhecido no mundo inteiro por ter revelado o "Atleta do Século".

Pelé, que começou sua carreira no Santos em 1956, com apenas 16 anos de idade.

Na década de 1960, ele foi a principal estrela da maior equipe santista de todos os tempos, que obteve várias glórias ao redor do globo, entre elas os dois mundiais que o clube venceu em 1962 e 1963.

O Santos é o maior campeão nacional, ao lado do Palmeiras, com 8 títulos: 5 Taças Brasil (1961-1965), 1 Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968) e 2 Campeonatos Brasileiro (2002 e 2004).

A CBF reconheceu oficialmente esses torneios no dia 13 de dezembro de 2010.

O Santos FC, em sua fase áurea, conquistou 9 títulos consecutivos entre 1961 e 1963.

De 1960 a 1969, período de 10 anos, conquistou nada menos que 22 títulos oficiais, um recorde entre times brasileiros.

Em 20 de janeiro de 1998, o Santos tornou-se a primeira equipe na história do futebol a alcançar a marca de 10 mil gols (gol do meio-campista Jorginho).

Em 26 de agosto de 2005, atingiu a marca de 11 mil (gol do atacante Geílson).

É o clube que mais marcou gols na história do futebol mundial.

História

Foi no início do século XX que a Cidade de Santos começou a realmente ser de grande importância para o Brasil.

O santos futebol clube despontava como um dos maiores do mundo. Por ele, passava a maior parte do café, produto forte na época, exportado pelo país. A vida social do município crescia rápido movida ao dinheiro dos barões do café e de seus negócios milionários com o porto.

Em 1912, Santos já era a principal cidade exportadora de café do mundo.Os negócios iam bem e a cidade atraía cada vez mais o dinheiro dos fazendeiros do Interior.

Apesar de na época os esportes aquáticos serem os mais praticados, já havia equipes da cidade fortes o bastante para disputarem o Campeonato Paulista de Futebol (criado em 1902).

O Sport Clube Americano, fundado em 1903 e o Clube Atlético Internacional em 1902. O Internacional foi extinto em 1910 e o Americano mudou sua sede para São Paulo e decidiram então criar o seu próprio clube na cidade.

santos futebol clube
Um dos primeiros times do Santos

Assim, em 1912 Mário Ferraz, Argemiro de Souza e Raymundo Marques fundaram o Santos Futebol Clube.

Primeiros anos

O primeiro escudo usado pelo Santos em 1912, com as mesmas cores do Clube Concórdia.

Havia menos de 20 anos que o jovem Charles Miller, precursor do futebol no Brasil, havia aportado em Santos com as duas primeiras bolas de futebol utilizadas no País, quando três esportistas santistas resolveram fundar um clube de tal esporte.

A fundação do Santos Futebol Clube deu-se a 14 de abril de 1912, domingo, por iniciativa de Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior, três esportistas da cidade, que convocaram uma assembleia, por volta das 14 horas, na sede do Clube Concórdia (localizado na Rua do Rosário - atual Avenida João Pessoa), para a criação de um time de futebol.

SFC já com as cores Preta e Branca
time já com as cores Preta e Branca
Na reunião foi discutido o nome para a agremiação e os participantes aceitaram a proposta de Edmundo Jorge Araújo: a denominação Santos Foot-ball Clube.

O primeiro presidente do clube, eleito na reunião, foi Sizino Patuska (que tinha participado da fundação do Internacional e sido fundador do Americano).
Na mesma reunião foram decididas as cores do clube.

O uniforme oficial escolhido era constituído por uma camisa com listras verticais azuis e brancas, separadas por um fio dourado, em homenagem ao Clube Concórdia, local daquela reunião.

Algumas horas depois na noite do dia em que nascia o clube, o Titanic batia contra um iceberg onde afundaria nas águas geladas do Oceano Atlântico Norte duas horas e vinte minutos depois da colisão já na madrugada do dia 15.

Um grande titã mundial substituía o outro. E não haveria data melhor para nascer o clube que dominaria o futebol mundial por muitos anos. Isso porque, em 14 de abril de 1895, portanto 17 anos antes, aconteceu a primeira partida de futebol no Brasil, organizada por Charles Miller.

O primeiro jogo-treino foi realizado no dia 23 de junho, contra um combinado chamado Thereza Team. O Alvinegro, até então tricolor, venceu por 2 a 1, com gols marcados por Anacleto Ferramenta da Silva e Geraule Moreira Ribeiro.

O primeiro jogo oficial ocorreu apenas em 15 de setembro daquele ano. O Santos venceu na estréia o Santos Athletic Club por 3 a 2. O primeiro gol oficial da história do clube foi marcado por Arnaldo Silveira.

Em 1913 o Santos disputou o Campeonato Santista e se sagrou campeão invicto, confirmando ser a equipe de futebol mais forte da cidade. Com isso credenciou-se a disputar o Campeonato Paulista de Futebol no mesmo ano, mas as dificuldades com as viagens constantes e os resultados ruins nos jogos forçaram a equipe a abandonar a competição.

A única vitória foi justamente contra o time que no futuro se tornaria o principal rival e que também estreava no campeonato naquele ano: o Corinthians (6-3 em jogo na capital).

Em 1915, o Santos voltou a disputar o Campeonato Santista, conseguindo o segundo título embora tenha usado o nome de União FC devido a APEA não o ter permitido participar com o nome oficial.

Em 1916, o time retomaria a disputa do Campeonato Paulista para ocupar de vez o lugar de um dos maiores vencedores da competição ao longo da História.

Time do Santos em 1915
time do Santos em 1915

Ari Patuska, filho do primeiro presidente do clube, Sizino Patuska, foi o primeiro brasileiro a jogar em um clube estrangeiro.

Como era costume naquele tempo, Ari Patuska havia sido mandado por seu pai para estudar na Suíça. Lá, entrou para o Brühl St. Gallen e foi campeão suíço de futebol, chegando até a jogar na seleção helvética.

Depois de quatro anos na Europa, retornou ao Santos. Foi o artilheiro do time em 1915, com 19 gols.

O ataque dos 100 gols

De 1921 a 1926, o Santos fez campanhas fracas no Campeonato Paulista, mas foi o período necessário para o surgimento da primeira geração do que se tornaria uma tradição no Alvinegro: descoberta e criação de jovens talentos.

A equipe de jovens garotos que formaria o ataque dos 100 gols, consagrando o Santos no cenário nacional, começou a ser gerada em 1923 com a chegada do jovem Araken Patusca, então com 16 anos. Na mesma época entraram para a equipe outros atletas de baixa idade.

Ataque dos 100 gols
ataque dos 100 gols
Quatro anos após a chegada desses jovens, e com a inclusão de alguns nomes como o do extraordinário artilheiro Feitiço, o Santos estreava no Campeonato Paulista aplicando uma goleada, o que se repetiria por diversas vezes na competição.



A vítima foi a equipe do Ypiranga, o jogo ficou em 12 a 1, com 7 gols de Araken. Foi o recorde de gols em uma única partida, só sendo superado 37 anos depois por Pelé.

Durante toda a disputa estadual o clube venceu por placares elásticos, o que resultou em 100 gols pró, média de 6.25 gols por partida. Mas a excelente campanha não foi coroada. No último jogo, quando o Peixe precisava de apenas um empate, foi derrotado pelo Palestra Itália, por 3 a 2, em partida muito conturbada.

O Santos seria ainda vice-campeão em 1928 e 1929, sempre fazendo muitos gols. Em 1931 foi novamente vice-campeão, mas Araken não estava mais no clube (retornaria em 1935).

O ataque que entrou para a História como a famosa "linha dos 100 gols" era formado por Siriri, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista. Essa escalação foi ouvida por décadas, repetidas como um verso popular pelos torcedores de futebol de várias partes do país.

O marco histórico do ataque dos 100 gols foi resultado de um trabalho de características que, mais tarde, valeriam um trecho do hino oficial do clube: "Técnica e Disciplina".
Os lendários substantivos surgiram após dois confrontos amistosos contra a equipe do Vasco da Gama, onde o Peixe venceu os dois jogos, e foi chamado por jornalistas de o "Campeão da Técnica e da Disciplina".

Campeão Paulista de 1935

Desde os primeiros anos de existência, o quadro de futebol do Santos obteve êxitos memoráveis, tanto em jogos locais como internacionais mas demoraria para conquistar o primeiro título importante, pois bastava superar a estrutura de seus rivais estaduais da Capital, que contavam com grande torcida, força política e financeira.

O inédito título de campeão estadual, o mais importante que disputava - já que as competições nacionais ainda eram incipientes -, aconteceu em 1935, após um declínio dois anos antes, em razão do início do profissionalismo no futebol brasileiro.

A final daquele campeonato aconteceu em 17 de novembro, no Parque São Jorge, casa do rival. O resultado foi 2 a 0 contra o Corinthians, que já não lutava pela taça.

O Sport Club Corinthians Paulista enfrentaria ainda o Palestra Itália na rodada seguinte, e caso ganhasse do Santos e perdesse para o Palestra, haveria uma final desempate entre Santos e Palestra Itália.

Os gols foram marcados por Raul Cabral Guedes e Araken Patusca. Assim, o Santos FC conquistava seu primeiro título paulista.
Era Pelé

Santos Futebol Clube campeão Paulista de 35
Santos Futebol Clube campeão Paulista de 35

O prenúncio da grande fase do Santos FC começou em 1955, quando voltou a ser campeão paulista, com um time em que se destacavam, entre outros, Zito, Ramiro, Formiga e Vasconcelos.

Em 1956, chegaria à Vila Belmiro, trazido pelas mãos de Waldemar de Brito, o menino Pelé, de 15 anos, que deu de novo impulso à história do Santos, levando-o a conquistas que enalteceram o futebol brasileiro no planeta.

O time do Santos vinha de grandes campanhas, sendo bicampeão paulista em 1955-1956, apresentando os craques Pepe e Zito, dentro outros. Com Pelé, o time se tornaria um dos maiores da História.

Pelé marcou seu primeiro gol com a camisa do Santos num amistoso com o Corinthians de Santo André, jogo em que o time do Estádio da Vila Belmiro venceu por 7 a 1.

Em 1958 ganhou seu primeiro Campeonato Paulista, estabelecendo como artilheiro o recorde de 58 gols que permanece até hoje. Neste Campeonato Paulista, o Santos marcou 143 gols.

O Santos com Pelé continuou nos anos seguintes a ganhar todas as principais competições que disputava. Em 1959, a conquista do primeiro Torneio Rio-São Paulo e o vice-campeonato da Taça Brasil.

Em 1960, mais um paulista. De 1961 até 1965 a hegemonia do futebol brasileiro com cinco Taças Brasil.

Em 1962 e 1963, o bicampeonato sul-americano da Copa Libertadores da América e o bicampeonato da Copa Intercontinental. Só não ganhou todos os Campeonatos Paulistas de 1958 até 1969 pois o Palmeiras, time conhecido na época por "Academia", conseguia interromper a sequência de tempos em tempos.

Em 1967 o Santos ganharia novamente o Campeonato Paulista e daria início ao seu segundo tri-campeonato da competição.

Em 1968 o time com grandes revelações como Clodoaldo, Edu, Abel e Toninho Guerreiro voltaria a conquistar outra série de títulos nacionais e internacionais, como a Recopa Intercontinental de 1968.

Time campeão Paulista em 1967
Time campeão Paulista em 1967

Troféu da Supercopa Sulamericana dos Campeões Intercontinentais de 1968.
No ano de 1969, as conquistas e a fama do Santos eram tão grandes que, em uma excursão pela África, a guerra no Congo Belga, atual República Democrática do Congo, entre forças de Kinshasa e de Brazzaville, foram suspensas para que as cidades pudessem assistir aos jogos do time.

Logo após as partidas e as homenagens, o conflito recomeçou.[18] Este evento serviu claramente de inspiração para o "Amistoso da Paz", realizado entre as seleções de Brasil e Haiti, em 18 de agosto de 2004.

Com dívidas devido a investimentos que não deram certo, como o do Parque Balneário, o clube ia vendo seus craques saindo. Compromissos com a CBD para a eleição de João Havelange para presidente da FIFA obrigaram o time a sucessivas excursões por todo o globo, desde a África até a Arábia, o que refletiu no fraco desempenho do time nos campeonatos internos.

Em 1973, o Santos ganhou o último Campeonato Paulista com Pelé. Competição que teve uma final muito conturbada, acabando na disputa por pênaltis contra o time da Portuguesa.

O erro histórico do árbitro Armando Marques, que encerrou as cobranças quando o Santos vencia por 2 a 0, mas ainda com possibilidade de empate por que restavam ainda duas cobranças da Portuguesa, atrapalhou a conquista certa (Pelé ainda não havia feito sua cobrança), fazendo com que o título daquele ano fosse dividido entre os dois clubes.

Era Pós-Pelé

Após a Era Pelé, o Santos continuou seu caminho de glórias. Em 1978, o técnico e ex-atleta do Santos Formiga formou um time campeão. Os "Meninos da Vila", apelido dado pela juventude dos atletas da equipe, conquistaram o Campeonato Paulista de 1978.

Destacaram-se na época Juary, Nílton Batata, Pita, Aílton Lira, entre outros. Em 1983 o Santos montou uma equipe forte trazendo para a Vila jogadores consagrados como Serginho Chulapa e Zé Sérgio (do São Paulo) e Paulo Isidoro (do Atlético Mineiro) e conseguiu disputar a final do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1983 com o Flamengo de Zico, vencendo a primeira partida no Morumbi por 2x1.

Mas na final do Maracanã, jogando com alguns desfalques, o Santos acabou apenas com o vice-campeonato.

Com o reforço do goleiro Rodolfo Rodriguez, a equipe confirmaria sua competitividade e se sagraria campeã do Campeonato Paulista de 1984 (tendo como Presidente Milton Texeira).

Vice Campeão Brasileiro de 83
Vice Campeão Brasileiro de 83

Após esse título, o Santos só voltaria a uma final de campeonato nacional de futebol em 1995, enfrentando o Botafogo. O Santos vinha animado após uma vitória histórica na partida semifinal contra o Fluminense, por 5x2, com grande atuação do ídolo santista da época Giovanni.

Mas na final contra o Botafogo, o Santos empatou e acabou novamente com o vice-campeonato, num jogo em que a arbitragem foi grandemente contestada (os santistas reclamam do árbitro Márcio Rezende de Freitas a anulação do gol do ponta santista Camanducaia e também a validação do gol em impedimento do botafoguense Túlio Maravilha).

O Santos voltaria aos títulos vencendo o Torneio Rio-São Paulo de 1997 e a Copa Conmebol (precursora da atual Copa Sul-Americana) de 1998, derrotando o Rosario Central da Argentina na final.

Foi vitória 1-0 na Vila Belmiro, com gol marcado pelo Claudiomiro, e empate 0-0 no Estádio do Rosario Central.

Século XXI

A maior conquista do Santos, excluindo-se os títulos, foi o reconhecimento internacional obtido com a honraria de ser considerado o "Clube do Século XX nas Américas", em eleição da FIFA que premiou, no fim dos anos 1990, os melhores clubes de futebol da História (além do Santos, o Real Madrid foi considerado o "Clube do Século XX") e os melhores jogadores, com Pelé recebendo, enfim, a "oficialização" do título que por tanto tempo o acompanhou.


Diego e Robinho campeões brasileiro em 2002
Diego e Robinho campeões brasileiro em 2002

Em 1999, Marcelo Pirilo Teixeira ganha a eleição a Presidência pegando o clube com uma enorme dívida e com o time em frangalhos.

A administração primeiramente tentou montar um grande time com jogadores renomados e ao mesmo tempo investiu forte na base, no patrimônio e na estrutura, reformando o estádio e fazendo um CT de primeiro mundo.

Mas no início de 2002, ano em que o clube completara 90 anos, os grandes jogadores haviam saído sem conseguir títulos (apenas um vice-campeonato paulista em 2000) e o Santos teve que voltar suas atenções às categorias de base para recompor o elenco. A "solução caseira" deu certo e o Santos encerraria aquele ano com a conquista pela sétima vez do Campeonato Brasileiro.

O time que conseguiu ser campeão foi, basicamente, formado na Vila Belmiro, montado pelo treinador Emerson Leão tirando da base para a equipe principal garotos que seriam conhecidos como "Os novos Meninos da Vila" e que viraram febre no Brasil inteiro e a dupla Diego e Robinho se tornaram símbolos de um futebol vistoso e alegre, juntos de Renato, Elano, Alex e Léo.

No ano seguinte, com a base mantida, o Peixe chegou aos vice-campeonatos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.

Robinho, um dos jogadores responsáveis pelo título do Santos pelo Campeonato Brasileiro de 2002.

Em 2004, o time mostrou toda a sua força entre os oito melhores times do continente, perdendo nas quartas-de-finais da Libertadores para o campeão Once Caldas, da Colômbia. No Campeonato Paulista, foi até as semifinais.

O ano foi fechado com chave de ouro com a conquista do oitavo título brasileiro.

Com uma equipe liderada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, a base de 2002 e reforços como Ricardinho e Deivid, o time encerrou o torneio de pontos corridos disputando até a última rodada o título com o Atlético-PR e conquistou mais uma vez o Campeonato Brasileiro.

Campeão Brasileiro 2004
Campeão Brasileiro 2004

Após 3 anos consecutivos de vitórias, com conquista de dois Campeonatos Brasileiros e chegada a final da Copa Libertadores da América de 2003, o Santos FC começou o ano de 2005 tentando manter o ritmo.

O maior jogador após a Era Pelé, Robinho, permaneceu no clube durante o primeiro semestre. Mas após a sua saída para o Real Madrid, o Santos ficou prejudicado em seu desempenho.

Para completar Deivid e Léo também saíram, o que deixou a equipe completamente desfigurada e enfraquecida.

Para restaurar a equipe, o Peixe contratou o craque e ídolo Giovanni, mas que viria apresentar desempenho instável; e dois atacantes repatriados: Luizão, que se mostrou fora de forma; e Cláudio Pitbull, que marcou apenas dois gols.

O ano também foi tumultuado com relação aos técnicos, começando com Oswaldo de Oliveira para a substituição de Vanderlei Luxemburgo, devido a saída do treinador para o Real Madrid.

Passaram ainda como treinadores Gallo e Nelsinho Baptista, terminando com Serginho Chulapa, que levou o Santos interinamente.

Após fraca atuação na Espanha, Luxemburgo retorna em 2006 como treinador da equipe santista, sinalizando grandes investimentos para o ano da Copa do Mundo.

Em 2006, a equipe foi inteiramente renovada. Várias contratações foram feitas com os campeonatos em andamento, o que prejudicou o conjunto da equipe. Mesmo com esse fator desfavorável, Luxemburgo conseguiu manter a equipe em alto nível de competição durante o Campeonato Paulista e, se aproveitando de que seus principais adversários estavam com as atenções divididas devido a participação na Taça Libertadores da América, o Santos conquistou o Campeonato Paulista de 2006.

Foi o fim de um período de 21 anos sem levar a taça da FPF.

O time entraria ainda para a história dos recordes como a única equipe que venceu todas as partidas jogadas em seu estádio (10 partidas no total); e que marcou gols em todas as partidas do campeonato (19 partidas no total, marcando 33 gols).

Time Campeão Paulista de 2006
time campeão paulista de 2006

 

O time histórico que consagrou esse título com vitória de 2 a 0 contra a Portuguesa de Desportos, sob a modalidade de pontos corridos, foi composto por:

Fábio Costa; Luiz Alberto, Julio Manzur e Ronaldo Guiaro; Kléber, Fabinho, Maldonado, Cléber Santana e Rodrigo Tabata; Reinaldo e Geílson.

Já pelo Campeonato Brasileiro, conquista direito à disputa da Taça Libertadores da América de 2007 com o 4ª lugar na competição nacional.

Em 2007, com uma campanha impecável na primeira fase do Campeonato Paulista de 2007, o Santos conquista o direito de jogar com vantagem nas fases semifinais e finais do campeonato. Aproveitando-se desta vantagem, o Santos elimina o Bragantino nas semifinais ( 0 X 0 no primeiro e segundo jogos) e o São Caetano na finais (derrota por 2 X 0 no primeiro jogo e vitória por 2 X 0 no segundo jogo), conquistando o bicampeonato paulista (2006 e 2007).

O time que conquistou o bi, foi a campo com: Fábio Costa, Maldonado, Adailton, Ávalos e Kléber; Rodrigo Souto, Pedrinho, Cléber Santana e Zé Roberto; Marcos Aurélio e Jonas.

Entraram ainda Carlinhos, Rodrigo Tabata e Moraes, que fez o gol do título.

Já no Campeonato Brasileiro da Série A de 2007, o Santos ficou com o vice-campeonato e conquistou uma das vagas para a Copa Libertadores da América de 2008.

Em 2008, com muitas mudanças de técnicos e jogadores, o Santos FC fez campanhas irregulares no Campeonato Paulista, na Copa Libertadores e no Campeonato Brasileiro.

Semi-final da Libertadores 2007
Semi-final da Libertadores 2007

No torneio estadual, um começo ameaçador, no qual a equipe rondou a zona de rebaixamento. A melhora nas atuações trouxe consigo um sequência de vitórias que quase classificou a equipe para as finais.

Na Copa Libertadores da América, o Santos Futebol Clube obteve uma difícil classificação para as finais, conquistada somente na última rodada, na vitória sobre o Cúcuta Deportivo, da Colômbia.

Nas oitavas-de-final, duas vitórias por 2x0 sobre o mesmo Cúcuta Deportivo classificaram o Santos Futebol Clube para as quartas-de-final, nas quais foi eliminado pelo América.

Derrota por 2x0 no México e vitória por 1x0 no Brasil. O Campeonato Brasileiro de 2008 foi aquele no qual o Santos Futebol Clube realizou sua pior campanha, lutando durante quase toda a competição contra a despromoção.

Ao final do torneio, uma difícil 15ª posição, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento. Como destaque positivo, os 21 gols do atacante Kléber Pereira, um dos artilheiros do campeonato.

Em 2009, depois de um início com problemas o Santos troca o técnico Márcio Fernandes por Vágner Mancini e consegue ótima reação no Campeonato Paulista.

2009 ano de estreia de Neymar
2009 ano de estreia de Neymar

Com grandes vitórias sobre a Portuguesa de Desportos (1 X 0) e a Ponte Preta (3 X 2, em Campinas), o Santos se classifica para o Quadrangular Final.

Derrota o Palmeiras, que foi o melhor time da primeira fase, por duas vezes (duas vitórias por 2 X 1) chegando à final com o Corinthians.

Fica com o vice-campeonato depois de uma derrota na Vila Belmiro (3 X 1) e de um empate no Pacaembu (1 X 1). No Campeonato Brasileiro, após um bom início - no qual alcançou a vice-liderança - a equipe decaiu.

Turbulências internas e más exibições ocasionaram a demissão do treinador Vágner Mancini, logo após a derrota por 6x2 para o Vitória, em Salvador.

Para o seu lugar foi contratado Vanderlei Luxemburgo, que pela quarta vez assumiu o Santos Futebol Clube, tendo como objetivo a classificação para a Copa Libertadores da América de 2010.

A ausência de bons nomes no elenco de jogadores tornaram a campanha da equipe santista muito irregular, numa constante alternância de vitórias, empates e derrotas. Ao final do campeonato, uma decepcionante 12ª posição, contabilizando 12 vitórias, 13 empates e 13 derrotas.

Como saldo positivo, as boas atuações do jovem goleiro Felipe, que substituiu o titular Fábio Costa, dos meias Paulo Henrique e Madson, e do atacante Neymar, de apenas 17 anos.

Em dezembro de 2009, as tumultuadas eleições para a presidência do clube tiraram do cargo Marcelo Pirilo Teixeira, que se manteve por 10 anos nessa posição. Para o seu lugar foi eleito Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro.

Década de 2010

Em 2010, já sobre a administração de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro (também conhecido como LAOR), o trabalho na base dá certo novamente e aparece outra geração dos "Meninos da Vila" que reuniu os craques Neymar, Paulo Henrique Ganso, André, Wesley, o goleiro Rafael, os quais, juntos de Robinho que voltou por empréstimo e outros jogadores e com o técnico Dorival Junior, prometiam reescrever a história internacional do clube no cenário futebolístico.

Conseguiu o título de Campeão Paulista, derrotando o time do Santo André. Segurou Neymar que recusou uma oferta milionária de transferência ao futebol inglês.

Sucessivamente, depois do intervalo causado pela disputa da Copa do Mundo, o Santos conquistou seu segundo título no ano, o da Copa do Brasil (inédito para o clube) na dupla final com o Vitória com uma vitória por 2 a 0 na Vila Belmiro e uma derrota por 2 a 1 no Barradão.

Ganso e Neymar na brilhante campanha no Paulista de 2010
Ganso e Neymar na brilhante campanha no Paulista de 2010

Foi o coroamento de uma campanha marcada por um ataque arrasador, com goleadas implacáveis como os 10x0 contra o Naviraiense e os 8x1 contra o Guarani, jogo em que Neymar marcou cinco vezes.

No segundo semestre de 2010, com perdas de jogadores importantes com Wesley (vendido para o Werder Bremen da Alemanha), André (vendido para o Dínamo de Kiev da Ucrânia), Robinho (que voltou do empréstimo para o Manchester City da Inglaterra), e Ganso (que se contundiu em uma partida contra o Grêmio ainda no primeiro turno e não jogou mais no campeonato), além da demissão do técnico Dorival Júnior depois de um desentendimento envolvendo o jogador Neymar, o Santos não conseguiu ir além de um oitavo lugar e adiou a conquista da chamada "tríplice coroa" (título simbólico dado a quem vencesse no mesmo ano o Campeonato Estadual, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro).

Antes do final do ano foi confirmada a volta do jogador Elano, o primeiro grande reforço para a disputa da Copa Libertadores da América de 2011, além da contratação do técnico Adilson Batista.

Campeão Paulista em 2011
Campeão Paulista em 2011

Em 2011 o Santos não teve um bom início de temporada, acumulando problemas com treinadores e jogadores contundidos.

Muricy Ramalho assumiu o time pouco antes do início da fase eliminatória do Campeonato Paulista e com acertos na defesa o Santos melhorou a competitividade e eliminou a Ponte Preta e o São Paulo, o melhor time da primeira fase.

A final foi com o Corinthians e, depois de um empate de 0 a 0 no Pacaembu e uma vitória de 2 a 1 na Vila Belmiro, o Santos se tornou bicampeão paulista (2010 e 2011).

Arouca e Neymar marcaram os gols santistas na final e Elano foi um dos artilheiros do campeonato. No Campeonato Brasileiro de 2011 o Santos ficou apenas em décimo lugar mas o atacante Borges que foi a grande contratação do clube para o segundo semestre do ano, se sagrou o artilheiro da competição com 23 gols.

A reconquista da América (Libertadores 2011)

Antes do início da Copa Libertadores da América de 2011, o Santos era apontado como um dos favoritos, os adversários foram o Deportivo Táchira (Venezuela), Cerro Porteño (Paraguai) e Colo Colo (Chile).

Ao fim dos três primeiros jogos, contudo, a situação do clube praiano era dramática: apenas dois empates (0-0 com o Táchira e 1-1 com o Cerro) e derrota para o Colo Colo (2-3). Com esses resultados a única chance do Santos se classificar era vencer as três partidas restantes, senão não passaria da Primeira Fase.

A primeira dessas três partidas decisivas foi contra o Colo Colo na Vila Belmiro. O Santos vencia tranquilo por 3-0 (Elano, Danilo e Neymar) mas ao comemorar o seu gol usando uma máscara, Neymar foi expulso.

Zé Eduardo e Elano também e o adversário chileno aproveitou para reagir, marcando dois gols. Apesar dos dois jogadores a menos o Santos conseguiu a primeira vitória (3-2).
Campeão Paulista em 2011
Campeão da Libertadores 2011

O jogo seguinte seria em Assunção, contra o Cerro Porteño. Mesmo sem os três titulares, o Santos trazia como trunfo a estréia de Ganso na Copa Libertadores da América e o técnico Muricy Ramalho, que assumira o cargo de treinador após deixar o Fluminense, time que dirigira nas primeiras rodadas da competição.

E o Santos de Muricy conseguiu aquilo que muitos julgavam improvável: venceu por 2-1, com gols de Danilo e Maikon Leite. Essa vitória deu confiança ao grupo, que se classificou com uma vitória de 3-1 sobre o Deportivo Táchira no estádio do Pacaembu.

Na sequência, pelas Oitavas de Final, o Santos enfrentou o América do México. O time praiano estava cansado com sucessivos jogos decisivos, inclusive na fase final do Campeonato Paulista.

O técnico Muricy Ramalho manteve o time titular em ambas as competições, e com isso o Santos foi o campeão do campeonato paulista e mesmo com o cansaço, se classificou para as Quartas de Final na Libertadores após vitória por 1-0 no Brasil e empate de 0-0 no México contra o América (com grande atuação do goleiro santista Rafael), depois de uma desgastante viagem.

O adversário da próxima fase seria o Once Caldas, que eliminara o Cruzeiro, o melhor time da primeira fase (nessa mesma rodada, chamada de "quarta-feira do terror", além do Cruzeiro, todos os outros times brasileiros também foram eliminados: Grêmio, Internacional e Fluminense).

O Santos era o único time brasileiro a continuar na competição e garantiu nova classificação com outra vitória fora de casa, 1-0, e um empate no Pacaembu (1-1).

Final da Libertadores 2011
Final da Libertadores 2011

Já na Semi-Final, o adversário seria novamente o Cerro Porteño, que foi um dos adversáros na Fase de grupos.

O Santos venceu por 1-0 em casa e empate sofrido de 3-3 em Assunção.

Assim chegou a quarta final da competição em sua história (a última vez havia ficado com o vice-campeonato em 2003).

O adversário era o tradicional Peñarol do Uruguai, pentacampeão da competição, que havia derrotado o argentino Vélez Sarsfield

Com isso, foi repetido o confronto de ambos na primeira conquista da Copa Libertadores da América pelo Santos, que derrotou os uruguaios na final de 1962. Sob a pressão de mais de 60.000 torcedores no estádio Centenário, campo do adversário, o Santos segurou um empate de 0-0.

Na finalíssima, em 22 de junho de 2011, deu quase tudo certo para o Santos. Após empatar em 0-0 no primeiro tempo, Neymar começou a vitória santista, ao receber passe preciso de Arouca, e assim, marcando no primeiro minuto do segundo tempo.

Danilo, em bela jogada individual, marcou o segundo e praticamente selou a conquista. No final da partida, o zagueiro Durval marcaria contra, mas era tarde para o Peñarol conseguir um eventual empate. A partida terminou em 2-1 e o Santos se sagrou pela terceira vez campeão da Copa Libertadores da América, após 48 anos da última Libertadores conquistada pelo clube (1963).

Com esse resultado, o Santos se igualou ao São Paulo Futebol Clube como o clube brasileiro com mais títulos da competição Sul-Americana.

Vice mundial

O Santos já estava pensando no Mundial de Clubes desde a conquista da Libertadores, por conta disso o treinador Muricy Ramalho chegava a mandar os jogadores reservas em algumas partidas do Campeonato Brasileiro de 2011, buscando poupar os titulares.

A equipe embarcou rumo ao Japão em 6 de dezembro de 2011 com festa da torcida no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O time fez uma escala em Frankfurt, Alemanha antes de prosseguir até Nagoya.

Dos titulares que embarcaram, só não foi Adriano; o volante, que teria a missão de marcar Lionel Messi numa eventual final com o Barcelona, acabou sofrendo uma grave lesão no tornozelo direito na partida contra o Atlético-GO, no Pacaembu.

A estréia do clube na competição foi no dia 14 de dezembro, quando o Alvinegro derrotou Kashiwa Reysol por 3x1, com gols de Neymar, Borges e Danilo, garantindo vaga para a final.

No dia 18 de dezembro, o Santos encarou o Barcelona, e foi derrotado por 4x0, com dois gols de Messi, um de Xavi e outro de Fàbregas.

Final do Mundial contra o Barcelona
Final do Mundial contra o Barcelona

Santos nas Copas

O Santos sempre foi ao longo dos tempos uma equipe que cedeu vários atletas para a Seleção Brasileira. Só de campeões mundiais, o Peixe cedeu 11 atletas. Na história das Copas, o Alvinegro teve 15 de seus jogadores convocados para defender a Seleção, sendo o atacante Araken Patusca o primeiro santista a disputar um Mundial, em 1930, no Uruguai.

Na época havia uma briga entre a Associação Paulista de Esportes Atléticos (Apea) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), pois nenhum paulista estava na comissão técnica.

Por este motivo, a Apea alegou não haver tempo hábil para que chefes de família deixassem tudo organizado e partissem para ficar tanto tempo afastados de casa

Pelé na copa de 1958
Pelé na copa de 1958

.Isto fez com que o Brasil embarcasse apenas com jogadores que atuavam no Rio de Janeiro, com exceção de Araken Patusca, único paulista, que estava brigado com o a direção do time santista.

Mas as participações dos jogadores do Santos sempre se notabilizaram pelo número de atletas que foram campeões do Mundo. Em 1958, na Suécia, o Alvinegro cedeu o ponta-esquerda Pepe, além do volante Zito e do Rei do Futebol, Pelé.

Estes dois atletas foram importantíssimos na arrancada brasileira rumo ao primeiro título de campeão mundial. Pois Pelé e Zito só estrearam na vitória brasileira sobre a União Soviética, por 2 a 0, na última partida da primeira fase.

A consagração de Pelé começaria ali mesmo em gramados suecos, com o Atleta do Século sendo o artilheiro do Brasil, com seis gols, sendo que dois deles foram marcados na final contra os donos da casa.

Pepe, um dos atletas do Santos convocados pela Seleção Brasileira, em 1962.
Em 1962, no Chile, o time da Vila Belmiro cedeu sete jogadores para que a seleção disputasse essa Copa do Mundo.

Gilmar (goleiro), Mauro Ramos (zagueiro), Zito (volante), Mengálvio (meia), Coutinho (atacante), Pelé (atacante) e Pepe (atacante), foram os santistas que brilharam na conquista do bicampeonato. Pelé jogou apenas duas partidas, marcando um gol sobre o México, por 2 a 0, na estréia brasileira.

Mas o Rei não pode continuar ajudando a Seleção, pois uma lesão muscular o impediu de atuar no restante da Copa.

Porém a Seleção continuou vencendo sem Pelé. Na final, Zito teve uma participação decisiva na vitória sobre a Tchecoslováquia por 3 a 1, já que o capitão santista fez o segundo gol brasileiro na final.

O Peixe também teve uma grande participação com o zagueiro Mauro, que além de ter feito uma bela participação no Mundial disputado em terras chilenas, foi o capitão do time e teve a honra de erguer a Taça Jules Rimet, com o Brasil sendo coroado bicampeão do Mundo.

Após a Copa de 1966 na Inglaterra, em que o Brasil foi muito mal, a seleção recorreu mais uma vez a força dos jogadores do Santos para trazer o troféu de campeão, no mundial seguinte.

santos futebol clube
Mauro ergue a taça do título de 1962

Em 1970, Carlos Alberto Torres (lateral-direito), Joel Camargo (zagueiro), Clodoaldo (volante), Pelé (atacante) e Edu (atacante), ajudaram o Brasil a ganhar a terceira estrela.

Considerada por muitos como a melhor seleção que o Mundo viu jogar, o time liderado por Carlos Alberto Torres, que era o capitão desta seleção e Pelé, no auge de sua maturidade futebolística foram os responsáveis por comandar a equipe que encantou o Mundo e trouxe a Taça Jules Rimet de forma definitiva para o Brasil, com a conquista inédita na época de tri-campeão mundial.

O zagueiro Marinho Peres e o atacante Edu defenderam o Brasil na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Depois deles, somente em 2010 haveria outro atleta do clube convocado para uma Copa: o atacante Robinho.

Mesmo nas Copas de 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), o Santos se fez presente na Seleção Brasileira que conquistou os dois títulos. Em 1994, o zagueiro Ricardo Rocha e o volante Dunga, já tinham atuado com o manto alvinegro.

Dunga atuou no Peixe em 1986, enquanto que Ricardo Rocha por pouco não foi convocado pelo time da Vila Belmiro, onde atuou até o fim de 1993, quando terminou o contrato dele com o clube e o zagueiro resolveu ir para o Vasco da Gama.

Em 2002, os santistas cederam para o time pentacampeão mundial o preparador de goleiros, Carlos Pracidelli, e o fisioterapeuta, Luis Rosan, que foi muito importante para a recuperação do atacante Ronaldo, artilheiro desta Copa do Mundo.

Na Copa do Mundo de 2006, o jogador Robinho, recém-saído do Santos Futebol Clube, foi convocado. Também em 2006, esteve presente na Copa do Mundo de 2006 o zagueiro paraguaio Julio Manzur, convocado pela seleção de seu país e titular da conquista do Campeonato Paulista daquele ano.


Robinho na copa de 2010
Robinho na copa de 2010

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Robinho voltou a ser convocado para a Seleção e, depois de 36 anos, o Santos FC voltou a ter um jogador de seu elenco convocado para o torneio.

E na mesma Copa Robinho fez dois gols e também quebrou o jejum de gols de jogadores santistas em Copas do Mundo, que permanecia desde o gol de Carlos Alberto Torres, na final da Copa do Mundo do 1970.

Outras seleções

O primeiro jogador estrangeiro do Santos a participar de uma Copa do Mundo foi o goleiro Rodolfo Rodriguez. O arqueiro foi convocado para defender a Seleção Uruguaia, que disputou a primeira Copa do Mundo de 1986, no México.

O arqueiro santista ficou durante toda a participação uruguaia no banco de reservas, sem ter a chance de jogar uma partida, pois se contundiu em um dos treinamentos durante a Copa. Os uruguaios foram eliminados pela Argentina, nas oitavas-de-final, pelo placar de 1 a 0.

Em 2006, o Peixe foi representado pelo zagueiro Júlio Manzur, da Seleção Paraguaia. O jogador santista disputou a sua primeira Copa do Mundo, já tendo ajudado a seleção de seu país a conquistar a medalha de prata, nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, na Grécia.

O zagueiro também foi muito importante na campanha que levou o Alvinegro Praiano ao título de Campeão Paulista de 2006, defendendo a equipe de Santos.
Rivalidades

Clássico Alvinegro

O clássico mais antigo do futebol paulista é o jogo entre Corinthians e Santos, chamado de Clássico Alvinegro em referência às cores dos dois clubes.

O primeiro duelo entre as equipes aconteceu em 22 de junho de 1913, no Parque São Jorge (que à época não pertencia aos corintianos, e acabou em 6 a 3 para o time do litoral).

Em decisões de campeonato, os dois alvinegros mediram forças algumas vezes pelo Campeonato Paulista e uma vez pelo Campeonato Brasileiro, de 2002.

O clássico chama atenção não só pela enorme rivalidade, mas também por longos tabus de vitórias, como na década de 60 onde o Santos ficou 11 longos anos sem perder pro time da capital.

Santos x Coritinhians
Santos x Coritinhians

O último grande tabu do confronto foi favorável ao Santos (de 30 de Janeiro de 2002 até 13 de Outubro de 2005). Foram 11 partidas, com 9 vitórias santistas e 2 empates, por 3 anos em cima do Corinthians.

Clássico da Saudade

Clássico da Saudade é, no futebol paulista, o confronto entre Sociedade Esportiva Palmeiras e Santos Futebol Clube. Este nome refere-se ao fato de reunir os dois maiores times do futebol paulista durante o auge do futebol-arte brasileiro, na década de 1960.

Na primeira partida entre as duas equipes o Santos saiu vitorioso ganhando de 1 a 0 no antigo Velódromo de São Paulo em um jogo amistoso.

Santos x Palmeiras na década de 60
Santos x Palmeiras na década de 60

Uma das vitórias mais clássicas do confronto foi os 7 a 6 que o Peixe meteu no Palmeiras, em 1958. Era apenas mais um jogo do Torneio Rio-SP, que não decidiria nada.

Mas o que aconteceu naquela noite, era algo inacreditável. O Santos contava com Dalmo, Zito, Dorval, Jair da Rosa Pinto, Pagão, Pelé e Pepe. O Palmeiras tinha Waldemar Carabina, Valdemar Fiúme, Mazzola e Urias.

Quem começou a festa foi o Palmeiras com um gol do ponta-esquerda Urias aos 18 minutos de jogo. Pelé empatou aos 21 e Pagão virou aos 25, com Nardo empatando 1 minuto depois. Em seguida, três golpes que pareciam mortais - como num deboche, Dorval aos 32, Pepe aos 38 e Pagão aos 46 minutos estabeleceram 5 x 2. Goleada!

No intervalo, Oswaldo Brandão pediu vergonha aos palmeirenses, trocou o goleiro e colocou em campo o uruguaio Carballo.

Com ele ao seu lado, Mazzola transformou-se no diabo loiro e o milagre aconteceu: Paulinho fez o terceiro tento palmeirense aos 16 do segundo tempo.

Mazola fez outro aos 19 e empatou por 5 a 5 aos 27 do segundo tempo. Urias então marcou aos 34 do segundo tempo.

O Palmeiras virava para 6 x 5! "Milagre no Pacaembu!" gritava Édson Leite, testemunhando o que classificava de "o maior espetáculo que já vi no futebol". Só que com a máquina do Santos, o milagre duraria pouco.

Aos 38 minutos, Pepe empatou o jogo e, logo depois, aos 41 minutos do segundo tempo, virou-o para Santos 7 a 6 no Palmeiras. Em um jogo de 13 gols, o clássico que para sempre deixaria saudade. Para o cineasta Aníbal Massaíni, "esta partida é tida como a mais emocionante da história. Faleceram cinco pessoas por causa dela, três delas com registro, sendo uma dentro do Pacaembu".

A maior goleada do Santos em cima do Palmeiras aconteceu em 3 de agosto de 1915, onde o Alvinegro Praiano ganhou de 7 a 0. Já a maior vitória do Palmeiras neste clássico foi um 8 a 0 em 11 de dezembro de 1932.

San-São

A partir do Campeonato de 1956, perdido para o Santos, o clássico entre as duas equipes foi apelidado de San-São por Thomaz Mazzoni, jornalista de A Gazeta Esportiva, e é conhecido pelas vitórias imprevisíveis para ambos os lados.

Nesse clássico o que chama a atenção é o desequilíbrio. São mais de 30 vitórias de diferença para o clube da capital.

Os dois times fizeram, em 1933, o primeiro jogo de futebol profissional do país.

Foi nele também que o apelido do Santos, "peixe", foi dito pela primeira vez.

Santos x São Paulo - Clássico SanSão
Santos x São Paulo - Clássico SanSão

A torcida santista retrucou dizendo "Somos peixeiros, e com muita honra!". A partir daí o apelido foi adotado pelo clube santista, e a mascote, a Baleia, foi criada.

Títulos

Honorário
Competição Títulos Temporadas
FIFA Logo(2010).svg Maiores clubes do mundo Maior clube do século nas Américas Século XX
FIFA Logo(2010).svg Maiores clubes do mundo 5º Maior Clube do Mundo Século XX
Intercontinental
Competição Títulos Temporadas
Trofeu mundial fifa01.svg Copa do Mundo de Clubes da FIFA 1 vice 2012
Copa Intercontinental.svg Copa Intercontinental 2 1962, 1963
Coppacoppe.png Recopa dos Campeões Intercontinentais 1 1968
Continental
Competição Títulos Temporadas
CONMEBOL liberators cup trophy.svg Copa Libertadores da América 3 1962, 1963, 2011
CONMEBOL recopa trophy.svg Supercopa Sulamericana 1 1968
CONMEBOL - CONMEBOL Cup.svg Copa Conmebol 1 1998
Nacional
Competição Títulos Temporadas
CBF - Taça Brasil.svg Taça Brasil 5 1961, 1962, 1963
1964 e 1965
RFEF - Copa del Rey.svg Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1 1968
Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeonato Brasileiro 2 2002, 2004
CBF - Brazilian Championship.svg Copa do Brasil 1 2010
Interestadual
Competição Títulos Temporadas
Trophy(transp).png Torneio Rio-São Paulo 5

1959, 1963, 1964
1966 e 1997

Estadual
Competição Títulos Temporadas
São Paulo Campeonato Paulista 19 1935, 1955, 1956,
1958, 1960, 1961,
1962, 1964, 1965,
1967, 1968, 1969,
1973, 1978, 1984,
2006, 2007, 2010 e 2011
São Paulo Copa Paulista 1 2004

Estrutura

Estádio

Antes do Estádio do Santos ser construído, o clube fazia jogos oficiais onde hoje está localizada a Igreja Coração de Maria, na Avenida Ana Costa.

Os treinos eram feitos em um campo distinto, localizado no Bairro do Macuco. Em 1915 os dirigentes passaram a procurar terrenos na cidade.

Inauguração Estádio da Vila Belmiro
Inauguração Estádio da Vila Belmiro

Em 31 de maio de 1916, uma assembléia geral aprovou a compra de uma área de 16.650 metros quadrados, no bairro da Vila Belmiro.

A compra do terreno foi feita em 16 de junho de 1916. A construção do estádio foi concluída em 1916, sua inauguração ocorreu em 12 de outubro do mesmo ano, mas a primeira partida foi realizada somente 10 dias depois, em 22 de outubro de 1916, válido pelo Paulistão.

A partida de estréia foi entre Santos e Ypiranga, onde o Santos ganhou de 2 a 1, cujo o primeiro gol da partida e da história do estádio foi feito por Adolfo Millon Jr., da equipe Santista.

O primeiro sistema de iluminação foi estreado em 21 de março de 1931, às oito horas da noite, num jogo amistoso entre o Santos e uma Seleção de futebol que a cidade de Santos possuía na época.

Apesar da data ser especial, o Santos perdeu de 1 a 0 para a Seleção Santista; gol de Manoel Cruz, que também servia de meia-direita na Portuguesa Santista.

Com a morte de Urbano Caldeira, um dos mais fanáticos presidentes santistas, em 1933, o estádio foi batizado oficialmente de Estádio Urbano Caldeira em sua homenagem.
O recorde de público no estádio foi num clássico contra o Corinthians: 32.989 pessoas giraram as catracas do estádio para ver o jogo no dia 20 de setembro de 1964.

Entretanto, esse dia quase foi trágico: cerca de 10 minutos depois do apito inicial do juiz, uma das arquibancadas do estádio cai e fere 181 pessoas.

O jogo foi parado ali mesmo para atendimento de Primeiros Socorros. Muitas pessoas consideram até hoje esse jogo como o mais curto da história do futebol mundial.

O jogo em questão, foi remarcado para 10 dias depois no Estádio do Pacaembú, onde terminou empatado em 1 a 1.

Logo após o término do Campeonato Paulista de 1996, a diretoria do clube decidiu que o gramado da Vila Belmiro, amplamente criticado, passaria por uma ampla reforma.

Um moderno sistema de drenagem e irrigação controlado por computador foi instalado, o que proporcionou perfeitas condições de jogo com qualquer tempo. Hoje o gramado e o sistema de drenagem é melhor do que a maioria dos tradicionais estádios de São Paulo e do Brasil.

A inauguração aconteceu no dia 27 de março de 1997, quando o Santos venceu o Inter de Porto Alegre, em jogo válido pela Copa do Brasil.

Concomitantemente à reforma do gramado, foi construído o complemento do anel da arquibancada atrás do gol de fundo do estádio.

Estádio da Vila Belmiro
Estádio da Vila Belmiro

Além de aumentar a capacidade em cerca de 4.000 torcedores, a obra possibilitou uma harmonia arquitetônica ao estádio.

No dia 27 de janeiro de 1999, o Santos deu mais um passo para oferecer um estádio mais moderno aos seus torcedores. Neste dia, momentos antes de um clássico contra o Palmeiras, foi inaugurado o novo sistema de iluminação, tornando o estádio uma das praças de esportes mais bem iluminadas do Brasil.

Com a obra, o estádio passou a oferecer um nível médio de iluminação de 1.200 lux, acima da recomendação mínima da FIFA de 1.000 lux.

No dia 17 de novembro de 2003, dias depois do aniversário de 40 anos da conquista intercontinental de 1963 do Santos, foi inaugurado no estádio o Memorial das Conquistas. Além de contar toda história do clube, o museu abriga todos os títulos conquistados pelo peixe.

Lá, estão guardados vários troféus conquistados pelo Santos, incluindo os dois Mundiais de 1962 e 1963, as Libertadores (1962, 1963 e 2011) e os Brasileiros de 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002 e 2004. A visita ao museu inclui, também, os vestiários dos jogadores e entrada no campo.

Centros de treinamento

CT Rei Pelé

O Santos possui uma das estruturas mais bem elogiadas do Brasil. A Vila Belmiro e o CT Rei Pelé (foto) são bons exemplos disso.

O clube faz seus treinos atualmente no CT Rei Pelé, localizado no bairro de Jabaquara em Santos. Considerado como um dos centros de treinamento mais modernos do Brasil, foi inaugurado em 2005.

santos futebol clube
CT Rei Pelé

A ideia de construir um campo próprio para treinos do clube surgiu em meados da década de 90, na primeira gestão de Marcelo Teixeira na presidência do Santos.

Em 1992, o clube havia conseguido tomar posse de um terreno localizado perto da Santa Casa de Santos. Depois disso, iniciou-se a construção do que seria o primeiro centro de treinamentos do time Alvinegro.

O nome do local é uma clara homenagem ao maior ídolo santista: Pelé. Por ser um dos CTs mais modernos do páis, os jogadores e comissão técnica trabalham no que há de melhor em questão de máquinas de ginásticas, esteiras elétricas, massagem, três campos de futebol com dimensões oficiais da FIFA, piscina, etc.

O complexo conta ainda com um hotel de 28 quartos, um amplo restaurante, sala de jogos, cozinha, recepção e auditório para utilização em preleções e reuniões dos atletas.

Devido a sua notoriedade em modernidades e estrutura, o CT Rei Pelé também é sede de amistosos e jogos oficiais dos times amadores, campeonatos de categorias de base e campeonatos juvenis do clube.

CT Meninos da Vila

O Santos Futebol Clube sempre teve como um dos pilares de sua trajetória o trabalho desenvolvido nas categorias de base.

Para dar seqüência ao processo de revelação de novos talentos, o Alvinegro Praiano construiu o Centro de Treinamento Meninos da Vila. Destinado às categorias de base do clube, o CT foi inaugurado no dia 7 de agosto de 2006.

Localizado na Av. Martins Fontes, n° 1277, no bairro do Saboó em Santos, o espaço homenageia os Meninos da Vila (nomenclatura utilizada para jogadores revelados no time da Vila Belmiro).

Possui dois campos, em uma área de 25.500 metros, além de vestiários e setores administrativos, para aperfeiçoar o trabalho desenvolvido no local.

CT Meninos da Vila
CT Meninos da Vila

Para personalizar a homenagem feita aos Meninos da Vila, o clube nomeou o Campo 1 de Robinho e o Campo 2 eterniza o meia Diego, que foram grandes ídolos da torcida santista, na conquista do Brasileirão de 2002, que encerrou um jejum de 18 anos sem que o Peixe conquistasse um título importante.

Esportes praticados

Equipe do Santos de Futebol Americano
Equipe do Santos de Futebol Americano

Aqueles que pensam que o Santos é forte apenas através do seu futebol profissional está enganado.

O Alvinegro Praiano mantém diversas modalidades esportivas atreladas ao clube.

Essas modalidades integram o Departamento de Esportes do clube, sob o comando do diretor José Rodrigues Sanchez, o Pepito, diretor desde os anos 1960.

Atualmente, o Peixe conta com as seguintes modalidades:

Boxe
Capoeira
Karate
Futebol de mesa
Futebol society
Futebol masculino
Halterofilismo
Jiu-jitsu
Judô
Futebol Americano
Sinuca e bilhar
Taekwondo
Tênis de mesa
Voleibol feminino
Voleibol masculino

Este trabalho é realizado graças a parcerias firmadas com grandes nomes de cada modalidade. Campeões como Fábio Goulart no Taekwondo, Marcos Daud no Jiu-Jitsu ou Paulo Bartolo no Karatê passam a credibilidade e a experiência necessária para desenvolver estes trabalhos.

O resultado deste grande trabalho já pode ser conferido em diversas categorias. No Tênis de Mesa, por exemplo, a atleta do Santos FC, Lígia Silva, representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Já a atleta Renata Costa ganhou a medalha de bronze junto com a Seleção Brasileira de Futebol Feminino. Nos Jogos Pan-americanos de 2007, disputados no Rio de Janeiro, os atletas Daniele Zangrando, no judô e Gustavo Tsuboi, no tênis de mesa, patrocinados e apoiados pelo Santos Futebol Clube obtiveram excelentes desempenhos e ganharam medalhas de ouro.

Em 2008, seis atletas do Santos FC representaram o Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. O mesatenista Gustavo Tsuboi representou o Brasil na a modalidade Tênis de Mesa no individual e por equipes.

A judoca Andressa Fernandes representou o Brasil no Judô Feminino categoria até 52 kg e as jogadoras de futebol feminino Francielle, Maurine, Ester e Érika representaram o Brasil brilhantemente na modalidade Futebol Feminino, conquistando a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Verão de 2008.

Nos Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008, a atleta Carolina Maldonado representou o Brasil na categoria Tênis de Mesa, estando presente na derrota da equipe brasileira para a equipe da França, nas quartas-de-finais.

Estes exemplos indicam que o Santos Futebol Clube, além de possuir uma das mais respeitadas equipes de todos os tempos no futebol, é também um dos grandes centros esportivos de todo o Brasil, divulgando e incentivando o surgimento de atletas de diversos segmentos para abrilhantar ainda mais o esporte brasileiro.

Símbolos

Mascote

Apesar da baleia ser o mascote oficial do Santos FC, o peixe também é conhecido como mascote pelos torcedores. Tudo começou no primeiro jogo do time como profissional, contra o São Paulo da Floresta, em 1933, sendo derrotado por 5 a 1.

Os torcedores do Santos ouviram os rivais chamarem seus jogadores de peixeiros. "Somos peixeiros, e com muita honra", teria assumido alguém na época.

Hoje em dia, o Santos FC utiliza a dupla Baleião e Baleinha que animam a torcida antes do início das partidas e durante os intervalos dos jogos realizados no Estádio da Vila Belmiro.


Baleia - Mascote do Time
Baleia - Mascote do Time

Escudo

O famoso escudo do clube localizado na Vila Belmiro; é possível notar as estrelas que foram introduzidas na década de 60. As cores iniciais do Santos eram o azul, branco e dourado. Essas cores foram adotadas pela agremiação do clube logo no seu primeiro ano de existência, em 1912.
Escudos ao longo do tempo
Escudos ao longo do tempo
A primeira adaptação do escudo atual surgiu em 1913. Era composto por um globo terrestre com os paralelos de latitude a partir de uma linha do equador e dos meridianos de longitude, tendo ao centro um escudo com dez listras verticais, alternadas em preto e branco, com uma faixa diagonal com o monograma SFBC (Santos Foot-Ball Clube), e do lado esquerdo superior uma esfera simbolizando a bola de futebol. Por cima do escudo, havia uma coroa.

Esse escudo tinha também traçados os continentes em tom de amarelo, o Brasil em verde e os oceanos em azul. O acrônimo se tornou S.F.C. em 24 de abril de 1915, por solicitação do patrono do clube, Urbano Caldeira.

As duas estrelas acima da imagem foram adicionadas em meados dos anos 1960, representando os dois mundiais que o clube conquistou em 1962 e em 1963.

Hino

Há uma grande controvérsia quanto ao Hino Oficial do Santos Futebol Clube. A maioria dos torcedores santistas estão mais acostumados a cantar e a ouvir a marchinha "Leão do Mar" em transmissões de jogos do clube, tanto nas emissoras de rádio quanto nas de TV.

Essa marchinha foi criada em 1955 por Mangeri Neto e Mangeri Sobrinho], quando o Santos quebrou o jejum de 20 anos sem títulos na Vila Belmiro, com a conquista do Campeonato Paulista de 1955.

Mas o que viria a se tornar o hino oficial do clube só foi composto em 1957 por Carlos Henrique Paganeto Roma (ex-conselheiro do clube e filho do ex-presidente Modesto Roma).

Porém o Conselho Deliberativo do clube só o reconheceu oficialmente em 1996, graças a proposta do conselheiro Júlio Teixeira Nunes.

Uniformes

1º - Camisa branca, calções e meias brancas.
2º - Camisa com listras verticais em preto e branco, calções e meias pretas.
3º - Camisa azul, calções e meias azuis.

Uniformes dos goleiros

Camisa amarela, calções e meias amarelas.
Camisa cinza, calções e meias cinzas.
Camisa azul, calções e meias azuis.

Uniformes de treino

Camisa branca, calção e meias brancas;
Camisa preta, calção e meias pretas.

Homenagens

Em 14 de abril de 2007, na data do aniversário de fundação do Santos FC foi incluída no calendário oficial de comemorações do Calendário Turístico do Estado de São Paulo onde diversos eventos são realizados em sua homenagem.

Em São Paulo, no dia 4 de novembro de 2008, o governador de São Paulo, José Serra rebatizou a Estação Imigrantes do Metrô de São Paulo para Estação Santos-Imigrantes, em homenagem ao clube e suas conquistas.

Recordes

Jogadores estrangeiros

Anos 1910
Julien Fauvel
Harold Cross

Anos 1920
Agne Blokeuns
Jose Strauss

Anos 1930
Américo Menutti, Rojas, Torres e Magon
Talladas
Herrero
Nasi Felippe "Amendoim"

Anos 1940

Agnelli, Soler, Molina, Sosa, Capuano, Dacunto e Echevarrieta
Aveiro, Ayala e Telesca
Fierro, Hemetério e Vega
Lengyel

Anos 1950

Peter
Elmo Bovio, Negri, Picot e Alberto
Saverio
Francisco José Melchior Martirema Suárez

Anos 1960

Ramos Delgado e Menotti
Patito

Anos 1970

Cejas e Ricardo
Mifflin

Anos 1980

Hugo De León, Rodolfo Rodriguez, Santín, Arturo Sainz, Miraglia e Pereyra
Kazuyoshi Miura, Yasutoshi Miura e Musashi Mizushima
Leopoldo Luque

Anos 1990

Masakiyo Maezono e Tomo Sugawara
Aristizábal e Usuriaga
Armstrong
Artur Zwane
Nagoli
Edgard Báez
Fricson George
Paulo Rink
Anos 2000
Galván e Trípodi
Frontini
Freddy Rincón, Henao e Molina
Manzur e Cuevas
De Nigris
Maldonado, Pinto e Tapia
Petkovic
Quiñonez e Bolaños

Anos 2010

Rodrigo Possebon
Breitner
Rentería
Fucile

Treinadores famosos

Urbano Caldeira - 329 partidas (1913-1932, atuou como jogador em algumas dessas partidas)

Técnico Lula
Técnico Lula

Luis Alonso Peres (Lula) - 962 partidas (1952, 1954-1966)


2 Intercontinental
2 Taças Libertadores da América (1962 e 1963)
5 Taças Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965)
4 Torneios Rio-São Paulo (1959, 1963, 1964 e 1966)
12 Campeonatos Paulistas (1955, 1956, 1958, 1960, 1961, 1962, 1964 e 1965)

Antoninho - 380 partidas (1950, 1951, 1953, 1967-1971)
1 Recopa Intercontinental: 1968
1 Recopa Sul-Americana: 1968
1 Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1968
3 Campeonatos Paulistas (1967, 1968 e 1969)

Wanderlei Luxemburgo - 305 partidas (1997, 2004, 2006-2007, 2009)
1 Campeonato Brasileiro: 2004
1 Torneio Rio-São Paulo: 1997
2 Campeonatos Paulistas: 2006 e 2007

Émerson Leão - 276 partidas (1998-1999, 2002-2004, 2008)
1 Copa Conmebol: 1998
1 Campeonato Brasileiro: 2002

Muricy Ramalho - 70 partidas (2011-atualmente)
1 Campeonato Paulista: 2011
1 Taça Libertadores da América: 2011

Dorival Júnior - 61 partidas (2010)
1 Campeonato Paulista : 2010
1 Copa do Brasil: 2010

Bilú - 105 partidas (1935-1937/1945)
1 Campeonato Paulista : 1935

Pepe - 371 partidas (1972-1974, 1975, 1979-1980, 1989-1990, 1993-1994)
1 Campeonato Paulista : 1973

Chico Formiga - 250 partidas (1962, 1978-1979, 1982-1984, 1986-1987)
1 Campeonato Paulista : 1978

Castilho - 126 partidas (1984-1986)
1 Campeonato Paulista : 1984

Presidentes

Lista daqueles que presidiram o Santos de 1978 até os dias atuais.

Nome

Período

Rubens Quintas Ovalle

1978-1982

Ernesto Vieira da Silva

1982-1983

Milton Teixeira

1983-1987

Manuel dos Santos Sá

1987-1988

Miguel Assad Macool Filho

1988-1989

Antônio Aguiar Filho

1989-191

Marcelo Pirilo Teixeira

1991-1993

Miguel Kodja Neto

1994

Samir Jorge Abdul-Hak

1994-1999

Marcelo Pirilo Teixeira

2000- 2009

Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro

2010-

Futebol feminino

De 2009 a 2012, o Santos possuiu o time considerado mai forte de futebol feminino do Brasil, sendo a base da Seleção Brasileira de Futebol. Chegou a ter onze convocadas de uma só vez.

Em 3 de janeiro de 2012, o presidente do Santos, anunciou o fim da equipe por falta de patrocínio. Nem mesmo a Copa Libertadores, vencida pelo clube em 2009 e 2010, fez com que as mulheres ganhassem mais atenção de novos patrocinadores.

Equipe de Futebol Feminino
Equipe de Futebol Feminino

Futsal

Equipe de Futsal
Equipe de Futsal

Em 2011, o Santos formou um grande elenco para a modalidade, sendo a base da Seleção Brasileira de Futsal. Chegou a ter 7 convocados de uma só vez.

Um time comandado pelo técnico Fernando Ferretti, tendo o melhor do mundo nas quadras: Falcão, além de grandes jogadores como Valdin, Pixote, Neto, Jackson e Jé.

Principais jogadores da história do Santos Futebol Clube:

Goleiros
Cejas
Cláudio
Fábio Costa
Gilmar
Laércio
Manga
Rafael
Rodolfo Rodríguez
Sérgio
Zetti

Defensores
Alex
Calvet
Carlos Alberto Torres
Dalmo
Danilo
Joel
Kléber
Léo
Lima
Mauro Ramos
Marinho Peres
Narciso
Orlando Peçanha
Ramos Delgado
Rildo

Meio-campistas
Aílton Lira
Arouca
César Sampaio
Clodoaldo
Diego
Elano
Formiga
Giovanni
Maldonado
Mengálvio
Ganso
Pita
Renato
Robert
Zé Roberto
Zito

Atacantes
Abel
Araken Patuska
Arthur Friedenreich
Ary Patuska
Camarão
Coutinho
Deivid
Dorval
Edu
Feitiço
Guga
Juary
Neymar
Pagão
Paulinho McLaren
Pelé
Pepe
Robinho
Serginho Chulapa
Tite
Toninho Guerreiro
Viola
Treinadores
Urbano Caldeira
Lula
Castilho
Pepe
Chico Formiga
Antoninho
Emerson Leão
Vanderlei Luxemburgo
Dorival Júnior
Muricy Ramalho

Livros sobre o Santos FC e seus personagens

  • Time dos Sonhos - História Completa do Santos Futebol Clube (2003)
    Odir Cunha, Editora Códex, ISBN 85-7594-020-1

  • Santos, Um Time Dos Céus - 1a.Edição (1997)
    José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, Editora DBA, ISBN 85-06-02744-6

  • Santos, Um Time Dos Céus - 2a.Edição Revisada e Atualizada (2007)
    José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, Realejo Edições, ISBN 85-06-02744-6

  • Bombas de Alegria (2006)
    José Macia (Pepe), Realejo Edições, ISBN 85-99905-01-5

  • Dicionário Santista: Santos de A a Z, Mas sem X (2001)
    José Roberto Torero, Editora DBA, ISBN 85-72342-33-8

  • Donos da Terra - A História do Primeiro Título Intercontinental do Santos (2007)
    Odir Cunha, Realejo Edições, CDD 796.33406081612

  • Pedrinho Escolheu um Time (2007)
    Odir Cunha, Editora Duna Dueto, ISBN 97-8858730-619-7

  • Profissão Campeão - Como o Santos ganhou o Campeonato Brasileiro de 2004 (2005)
    Vanderlei Luxemburgo e Ingo Ostrovsky, Editora Gryphus, CDD 796.334098161

  • Santos FC - O Melhor do Século nas Américas 2a. Edição (2003)
    Guilherme Gomez Guarche, ISBN 85-901925-1-2

  • O Dia Em Que Me Tornei Santista (2007)
    Vladir Lemos, Panda Books, ISBN 85-8753-784-9

  • Pelé - A Autobiografia (2006)
    Edson Arantes do Nascimento (Pelé), Editora Sextante, ISBN 85-7542-224-3

  • Enciclopédia do Futebol Brasileiro Volumes 1 e 2 (2001)
    Lance!, Supervisão Editorial de Marcelo Duarte, Areté Editorial, CDD 796.33403981

  • Na Raça! - Como o Santos Se Tornou o Primeiro Bicampeão Mundial (2008)
    Odir Cunha, Realejo Edições, ISBN 97-8859990-517-3

  • O Grande Jogo - Corinthians X Santos - O maior duelo alvinegro do futebol contado por dois historiadores fanáticos (2009)

  • Celso Unzelte e Odir Cunha, Editora Novo Século, ISBN 97-885767-922-22

Santos Futebol Clube
Endereço:
Rua Princesa Isabel, s/n - Cidade Santos - SP
Telefone: (13) 3257-4000

Site Oficial: www.santosfc.com.br





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